sábado, 18 de setembro de 2010

O sentir

Nada sinto, e tudo presinto,
Deixei de sentir o mundo,
Deixei de existir, nada sou...
Presinto que simplesmente,
Retenho um enorme grito.
Grito que me asfixia,
E lentamente mata,
Nada tenho para dar,
Nunca tive...
Sou este ser, sem ser...
Sou esta ânsia, de um dia a mim voltar .

1 comentário:

  1. Recuso-me a criticar ou envolver nos poemas que leio... mas se não o faço... se não os sinto... como poderei de alguma forma deixá-los entrar em mim?
    Somos pessoas que olhamos para o interior e julgamo-nos de acordo com aquilo que sentimos... mas olhando demasiado e não analisando o que nos rodeia, imprime-nos uma sensação de falta de poder, de falta de carácter, de falta de ambição e sensação!
    A própria falta de individualidade que expressas é de insatisfação tua contigo mesma! Tens de contrariar essa tendência e ver as coisas bonitas que crias, que partilhas e os momentos que crias e que providencias às pessoas que te são queridas e a quem tu és querida. Não olhando para o fundo do poço, mas sim observando até onde a luz chega, senão ficas a olhar para o escuro, o negro, o nada!

    Já cá tinha vindo muito... comentar foi agora!
    Escreves muito bem... falta escrever sorrisos agora! Beijos

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